O DJ e artista sonoro Saulo Laudares fala sobre suas atividades

Multifacetado, o mineiro Saulo Laudares atua como DJ, produtor musical e artista sonoro. Além de se apresentar na noite, o DJ desenvolve há 15 anos em parceria com Franz Manata o projeto SoundSystem. O projeto, de escopo político, identifica o som como um dispositivo social e explora a interface entre música eletrônica e arte contemporânea através de instalações e workshops sobre arte sonora no Parque Lage. Saulo ainda encontra tempo para oferecer consultoria para artistas e é famoso por produzir trilhas sonoras para companhias de dança.
Sua incursão no mundo da música eletrônica teve início em 1996, quando começou a se apresentar profissionalmente como DJ na extinta Hyper, festa e clube underground da cena de Belo Horizonte. Em 2001 Saulo desembarcou no Rio de Janeiro, em 2003 já compunha suas próprias faixas e em 2010 produziu no clube Fosfobox a festa GANG BANG que trazia a interação entre música eletrônica e artes visuais.
Em entrevista para o Instituto Overmundo, esse químico por formação que chegou a trabalhar na Petrobrás e decidiu abandonar tudo para se dedicar exclusivamente à música trouxe informações importantes para compreender as especificidades do trabalho do DJ. Autodidata, o DJ afirmou que nunca fez curso para tocar ou produzir música. Falou sobre o processo de pesquisa musical, sobre a dificuldade em administrar o tempo, já que está a frente de diversos projetos simultaneamente; apontou a redes sociais como o principal canal de comunicação entre ele e seu público, e os periódicos online RRaul e Deep Beep como principais fontes de informação sobre a cena eletrônica.
Entre os diversos assuntos discutidos, Saulo falou sobre novos modelos de negócio. Consciente de que “ninguém está inventando a roda” e que cabe ao profissional do século XXI alargar antigas práticas, ele apontou o escambo como uma forma de negociar com seus contratantes: “Uma coisa que me atrai muito são as trocas. Fiz um tratamento dentário, por exemplo, que ficaria caríssimo e paguei com meu trabalho (…). Acho que isso pode ser encarado como algo inovador”.

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